Entrevista com Jamil Deud

Jamil Deud, presidente da charolês defende o cruzamento. O encontro que mobilizou pecuaristas de todo o Paraná, março, em Palmas (PR), proporcionou um bate-papo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Charolês, Jamil Deud. Para ele, nestes tempos de crise, a saída é investir em tecnologia para se produzir mais e melhor. Deud prega que é preciso encarar a crise de frente e buscar soluções, ao invés de divulgar lamentações. “A alternativa é aplicar tecnologia para conquistar uma eficácia reprodutiva por incremento genético em que a raça produza mais carne por hectare em menor espaço de tempo, ou seja, investir em sistema de produção para que o setor sobreviva”, avalia. Entre as alternativas, Deud aponta o cruzamento entre raças Caracu e Charolês. “Tem ajudado à região Sul a ter índices de produtividade elevados e ajudado na remuneração”, conta. A análise que o pecuarista faz é que sucesso está na rusticidade e habilidade maternal do Caracu somados aos volume do Charolês. “O resultado é um produto muito adequado aos sistemas de criação, com menor custo, sem perder a conformação de carcaça e equilibrado, com muita funcionalidade nos regimes extensivos”, comemora. Quanto à produção de carne de qualidade voltada para mercados exigentes, como Europa e Estados Unidos, a percepção de Deud é que o caminho é qualificar os plantéis, para então se pensar em quantidade. “As cadeias mercadológicas devem continuar a investir nisso para que se tenha, então, número suficiente de animais tipo premium para atender ao mercado”. “Palestras que abordam como o pecuarista pode conseguir esta qualidade são fundamentais para aceleramento de formação destes plantéis”, acrescenta.

 

 

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