Rodada em Londrina
Caracu debate potencial de produção de carne premium em Londrina  Por que a pecuária de corte do Paraná não é rentável se os produtores contam com boa infraestrutura, localidade privilegiada e pessoal técnico competente? Diante desta pergunta, a Associação Brasileira de Criadores de Caracu convocou os pecuaristas do Estado para a I Rodada de Discussão sobre a Pecuária Parananense, durante da Expolondrina 2009, em abril. O encontro foi uma continuação do evento realizado em Palmas, quando a ABCC levantou a questão da produção de carne premium para melhor remuneração do criador e divulgação do uso da raça para este fim, diante de resultados de programas de melhoramento genético e marcadores moleculares.  Os participantes levantaram o seguinte diagnóstico para a resposta da pergunta da ABCC de acordo com o relatório da reunião: - a pecuária de corte é uma atividade secundária na maioria das propriedades; - realizada por amadores e investidores de outras áreas; - apresenta sérios problemas técnicos como falta de cuidado com as pastagens (nutrição), sanitários; baixos índices de reprodução, pouca difusão de material genético, apesar do excelente patrimônio do Estado; - a pecuária de corte não utiliza a assistência técnica, com a mesma intensidade de outras cadeias como a da soja, milho, aves... - falta de padronização; - falta de uma produção de uma carne premium, para mercados exigentes, em escala; -produtividade em baixa, precisando sem aumentada pra rentabilizar atividade.  O relatório aborda que a conclusão da rodada foi que o “o problema está no pecuarista. Ele deve ser motivado a mudar de postura e, o quanto antes, juntar-se em grupos a exemplo das alianças mercadológicas e cooperativas, para solucionar problemas em conjunto, em grau de prioridades. E ainda, cabe às instituições do setor darem suporte a formação destes grupos, identificar lideranças, apoio organizacional e ajudar nas soluções”.  Entre as sugestões apresentadas para solucionar os entraves, destacaram-se: - a união da ategoria é imprescendível para uma “virada”; - a implantação de um sistema de classificação de carcaça visando a melhoria da qualidade do produto; - regras claras de padronização; - incentivo financeiro para o desenvolvimento de programas e estudos de qualidade de carne; - criação do adido agropecuário nas embaixadas brasileiras para facilitar a conquista de mercados internacionais; - a Federação da Agricultura do Paraná deverá fomentar a formação dos grupos e divulgar  a idéia por meio do boletim da instituição. A   Faep deverá contribuir na identificação de lideração e organização da primeira reunião.   Participaram do encontro, representantes de cooperativas, órgaos estaduais, da Sociedade Rural do Paraná, indústria e instituições de pesquisa.
 

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